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SALOMÃO
LARÊDO nasceu em Vila do
Carmo
(Cametá), Pará, às 4 horas da
manhã da sexta-feira, 23 de abril do ano de 1949, numa casa
que fica de frente para o rio Tocantins que nessa hora estava na
maré enchente. Seus pais: Milton Larêdo e Maria do
Carmo Larêdo.
Casado com a Sra. Maria Lygia Nassar
Larêdo, advogada. Filho: Filipe Nassar Larêdo. Fez
o curso de Direito na Universidade Federal do Pará.
Salomão Larêdo é advogado e trabalha na
Prefeitura Municipal de Belém onde já exerceu
inúmeras funções de
direção e assessoramento superior, diretor geral
do pessoal da PMB, consultor jurídico da Secretaria
Municipal de Saúde e Meio-Ambiente – Sesma,
diretor-geral da Secretaria Municipal de
Administração entre outras.
Estudou
em Vila do Carmo, Mocajuba, Baião,
Tucuruí, Cametá, Belém-PA e Garanhuns
(Pernambuco). Provindo de lar feliz, mas de parcos recursos
financeiros, Salomão Larêdo ainda garoto, para
ajudar seus pais no sustento da casa, vendeu sonhos e arroz doce com
canela nas ruas de Vila do Carmo; munguzá, cangica e
pão de trigo nas ruas de Tucuruí e
café puro na feira de São Braz, em
Belém do Pará. Como jornalista foi
repórter no jornal “Folha do Norte”,
onde, após ser promovido a noticiarista, chegou a ser
sub-secretário desse jornal, editando seu “Segundo
Caderno”, trabalhou no jornal “O
Liberal”, como repórter e redator em
agências de publicidade.
No Estado do
Amapá exerceu diversas funções
públicas, entre as quais a de Diretor da Divisão
de Turismo, Assessor Técnico da Prefeitura de
Macapá e Assessor Jurídico da Secretaria de
Agricultura.
Professor
do curso de comunicação da
CNBB-Regional Norte II e do curso de Letras da Escola
Superior da Amazônia.
Pós
graduado pela UEPA em lingua portuguesa
e
análise literária.
Faz mestrado em estudos literários na UFPA.
Iniciou
suas
atividades literárias muito cedo e foi na “Folha
do Norte”, em 1965, que, começando como aprendiz
da Redação, publicou seus primeiros trabalhos
– artigos diversos- sob o incentivo e a
coordenação do jornalista José Sampaio
de Campos Ribeiro.
Começou
a fazer poemas em 1968. Fundou e participou de
diversos jornaizinhos estudantis; fez inúmeros murais, poema
coletivo no colégio Estadual
“Paes de
carvalho”. Publicou seus poemas nos jornais “Folha
do Norte”, “A Província do
Pará” e “ O Liberal”, onde
também publicou contos , crônicas e artigos
diversos.
Participou
ativamente da política estudantil. Em 1972
lança seu primeiro livro de poemas –
“Cânticos do Amor Amado”,
geração mimeográfica, de apenas 30
exemplares(tudo esgotado, do qual o autor não tem nenhum
exemplar).
Recebeu
menção honrosa da Academia Paraense de Letras
pelo seu livro de contos “Tocanvia” (ainda
não editado) e pelo livro de poemas “Senhoras das
Águas” (editado em 1982 pela gráfica
Sagrada Família). Recebeu menção
especial no concurso de contos promovido pela Prefeitura de
São Bernardo do Campo (São Paulo) pelo conto
“Escapulário Tocantins”. Participou de
festivais de música, fundou e dirigiu grupo de jovens.
É filiado à UCBC – União
Cristã Brasileira de Comunicação
Social: à União Brasileira de Escritores
– UBE/SP, sob o número 2070; à OAB
– Ordem dos Advogados do Brasil, Secção
do Pará sob o número S-61; é
sócio fundador da União Brasileira de Trovadores
Seção do Pará; sócio
fundador da Associação Paraense de Escritores,
carteira nº 002.
Em
1984, publicou o romance “Sibele Mendes de Amor e
Luta”, editado pela Falangola. Foi o idealizador dos
“Encontros Mensais dos Escritores” e foi o grande
baluarte para a fundação da
Associação Paraense de Escritores, para a qual
incansavelmente trabalhou, sendo eleito seu primeiro Vice-Presidente
para o mandato 1986/1988.
Poemas
e
Contos de sua autoria são publicados em diversas revistas e
jornais locais e nacionais. Em 1989, publicou o romance
“Guamares”, cuja edição foi
rapidamente esgotada. Em 1991 ganhou o primeiro Prêmio
Cultural CEJUP/APL gênero Contos, com o livro
“Marailhas”, inaugurando esse prêmio
recém-lançado pelo Cejup e Academia Paraense de
Letras.
Ainda
em 1991, lançou o romance “Remos de Faia
– as mil e uma noites amazônicas”
– obtendo destaque da crítica e de escritores de
projeção.
Em
1992 lança o livro de contos
“Marailhas”, participa do projeto da
Fundação Biblioteca Nacional, Diretoria de
Bibliotecas Públicas do Pará e SESI denominado de
“O Escritor na Cidade” e vai a diversos
municípios do Pará falar da
cultura paraense e de sua
produção literária. Em 1992
é eleito para ocupar a cadeira de número 33 da
Academia Paraense de Letras, participa ativamente da “I Feira
de Livros do Pará”, e de todos os eventos
culturais de Belém e do Pará.
Em
1992
recebe da Casa da Cultura de Marabá diploma pelos relevantes
serviços prestados à cultura, ciência e
a história do município de Marabá. A
28 de janeiro de 1993 toma posse na cadeira de número 33 da
Academia Paraense de Letras em sessão magna e solene naquele
Silogeu com farto registro da imprensa paraense.
No
mês de julho de 1993, publicou o livro
“Águas Tocantinas – Siriás e
Banguês – “através
de sua “Salomão Larêdo
Editora”, contendo seu discursos na Academia Paraense de
Letras e outros trabalhos relativos a seu pai Milton Larêdo,
falecido a 1º de maio de 1993, numa homenagem especial. Nesse
período, o escritor viajou para as cidades de Primavera e
Conceição do Araguaia, esta, no sul do
Pará, para falar aos estudantes dentro do projeto
“O escritor na Cidade”. Viajou pelo interior do
Pará para propagar a leitura e formar cidadãos,
leitorado, gente com consciência crítica e
política.
Além
de artigos, entrevistas nos jornais, rádios e emissoras de
televisão, o autor amplia sua produção
e o registro da “Salomão Larêdo
Editora” serve, pelo menos nos primeiros tempos, para editar
exclusivamente sua produção literária.
Cancelado o registro, usa apenas o nome para fins editoriais.
É
editor de
jornais e livros e colaborador de
diversos órgãos de
comunicação. Ex-membro do Conselho Estadual de
Cultura do Pará e do Conselho Editorial da Secretaria de
Estado da Cultura do Pará – Secult , tem sido
membro de júri de inúmeros concursos
literários e culturais, entre os quais, Prêmio
Multicultural Estadão, do jornal O Estado de São
Paulo, e de música popular paraense,
amazônica e brasileira.
Salomão
Larêdo entende que uma de suas tarefas
enquanto escritor, é trabalhar incansavelmente para formar
leitores e por isso mantém o seu projeto “O
Escritor nas Escolas”, realizando palestras nos
colégios da rede pública e particular com esse
objetivo.
Coordenador do
programa jornal na
educação “O Liberal na
Escola” (do qual foi o formatador, planejador e executor )
que objetiva ajudar na formação do leitor com
espírito crítico.
Recebeu da
Academia Carioca de Letras e União
Brasileira de Escritores, em novembro de 2000, o
“Prêmio Malba Tahan”, pelo seu livro de
conto “Timbuí – a lenda da
anta”.
Editou
e
lançou o primeiro catálogo de obras de
autores paraenses, em novembro de 2001, com enorme
repercussão social e cultural. É o idealizador da
OEAma – Organização dos Escritores e
Artistas da Amazônia.
Recebeu
medalhas e
diplomas de diversas
instituições paraenses por sua
atividade e participação na área
cultural, entre as quais, Academia Paraense de Letras , Academia de
Jornalismo, Conselho Estadual de Cultura do Pará.
Homenageado,
em
2004, pela Secretaria Executiva de
Educação – Seduc -, por sua
contribuição literária ao Estado do
Pará.
OBRAS DO AUTOR
- O
Porquinho – Historinha manuscrita - 1965
- Cânticos
do Amor Amado – Poemas - 1970/72
- Senhora
das Águas – Poemas –
Menção honrosa da Academia
Paraense de Letras - 1982
- Escapulário
Tocantino – Conto – Premiado em São
Bernardo do Campo – São Paulo - 1983
- Tocanvia
– Contos – Menção honrosa da
Academia Paraense
de Letras - 1983
- Sibele
Mendes de Amor e Luta – Romance - 1984
- Guamares
– Romance - 1989
- Remos
de Faia – Romance - 1991
- Maraílhas
– Contos – 1º Prêmio Cultural
CEJUP/Academia Paraense de Letras - 1992
- Águas
Tocantinas – Siriás e Banguês
– discursos e notas - 1993.
- Atualidades
– Poemas - 1994
- A
Vingança da Amada nas Ardências da Amante
– Conto - 1996
- Chapéu
Virado – a lenda do boto – Conto - 1997
- O
Prazer de Ler e Escrever - Ouvindo Histórias do
Imaginário Amazônico - 1998
- Marcas
D’água - aerotextos - 1998
- Timbuí
- a lenda da anta – Conto - 1998
- Eu
lhe direi sem embaraço – em parceria - 1999
- Vera
– o romance - 2000
- Moiraba
– a lenda do sapo – Conto – 2000
- Capitariquara
e nas Conceição dos Araguaias – Conto
– 2000
- Trapiche
- aerotextos – 2003
- Lâmina
Mea – mulher não chora ou Suzama matriz
– prosa e poesia – 2003
- Matinta
Perera – conto – 2003
- Embaixo
do Casco – conto – 2003
- Amor
Engarrafado – conto – 2003
- Os
papagaios do paruru – situação
– prosa - 2003
- Moju
Moju meu amor – conto – 2003
- Boiúna-me
- poesia e prosa – 2003
- Matintresh
– conto – 2003
- Jibóia
Branca via Tapanã/ Tenoné –
texto ( poema) instalação – 2003
- Os
Satiro de Melo – história de família
musical – 2003
- Palácio
dos Bares – Buate Condor -Poesia - depoimentos/
memória social e emotiva – 2003
- Lygia
da Cunha Nassar – uma experiência de pobreza no
interior da Amazônia – memória social e
emotiva – breve história de vida - 2003
- Família
Larêdo – origens e desenvolvimento –
memória emotiva, social, histórica, afetiva
– 2005.
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